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E é em busca destes Re's que sigo desde que me tornei mãe e aprendi que para estar junto não é preciso estar perto, mas sim dentro do coração.

terça-feira, 14 de maio de 2019

É nosso segredo viu? Não conta pra sua "mãe"!

Quantas vezes você já disse ou ouviu quando era criança:

"É nosso segredo..." 
"Não conta pra sua mãe..." 
"Ninguém pode saber..." 

Essas frases simples e "sem maldade" podem guardar um mal tremendo e que transforma pequenas crianças inocentes em adultos com traumas pelos abusos que sofreram e nunca contaram a ninguém pois era segredo! Ninguém podia saber!

Vocês já estão carecas de saber que a maternidade me transformou e fez prestar atenção em detalhes que antes passam despercebidos. Essa história de segredo é uma delas.

Quando fazemos esse tipo de combinado com uma criança, ela acredita que aquilo é algo bacana e que tudo bem omitir. Ela confia! Sente segurança em nosso relacionamento e concorda em não contar pra ninguém, nem mesmo pra mãe! O que a gente não pensa (e não pensa mesmo viu?) é que a grande maioria das crianças molestadas e abusadas sexualmente, sofrem esse abuso por um adulto que ela conhece, confia e sente segurança no relacionamento. Esses abusos vem de onde a gente menos espera: tio, primo, vizinho, padrasto, avô e até do pai! Pessoas acima de qualquer suspeita e é ai que entra o perigo de incentivar o uso da omissão e do segredo.

Sempre converso com as meninas sobre isso, digo que não existe nada no mundo que eu não possa saber e reforço dizendo que se a mamãe não pode saber, provavelmente não é algo legal, pois se fosse, qual o problema de contar pra "mãe"?

Fora que embora não seja intencional, estamos ensinando que tudo bem mentir de vez em quando, mas nos esquecemos que a criança não tem maturidade para ponderar em que situação agir com inverdade, inclusive com aquele que incentivou a mentirinha inocente. 

Aprender a ser responsável por atitudes e decisões que muitas vezes não vai de encontro com a do outro, é algo que devemos ensinar aos nossos filhos desde pequenos. Não tem que mentir, guardar segredo ou omitir. Se é algo que a a "mãe" não pode saber, não faça! Se fizer, vá até a "mãe" junto com a criança e assuma a responsabilidade. Ensine auto-responsabilidade na pratica. 

Pode parecer um detalhe bobo e pequeno, mas são os pequenos detalhes que fazem total diferença no final. É como meu amado avô dizia: "1 milhão, nada mais é do que 1 milhão de um centavo juntos".



Até mais!


Roberta Marques
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir!"





domingo, 10 de março de 2019

Série Renda Extra - Ovos de Páscoa

Oi Coisinhas tudo bem?

Quem aí gostaria de ganhar uma renda extra ou até mesmo começar um negócio sem precisar sair de casa?

Eu sempre fui curiosa e inventei formas de ganhar "uns dinheiros" fazendo coisas minhas minhas próprias mãos rs. Lembro que havia combinado com meu marido que após o nascimento das nossas filhas eu não iria mais trabalhar, mas quem disse que consegui ficar quieta? Tanto que hoje, felizmente me encontrei novamente e estou muito feliz com minha nova profissão! <3 Porém, vejo que muitas mulheres assim como eu, decidiram ficar em casa com as crianças ou simplesmente estão desempregadas, mas que gostariam de uma renda extra ou até mesmo uma renda, mas não sabem como ou imaginam que não vai conseguir.

Pensando nisso, vou começar uma seria de posts com sugestões, dicas e até indicações de cursos para que você possa encontrar a que mais se enquadra em seu perfil e quem sabe não se torne uma super empreendedora de sucesso!! Porque não???

De todas as minhas "micro-empresas"rsrs a que mais me ajudou e faturei foi com chocolates!

Comecei a trabalhar com chocolates quando tinha 16 anos e trabalhei em uma casa de embalagens e festas. Em uma certa ocasião, estava tirando pó da prateleira e acabei derrubando uma caixa com gotas de licor. Fiquei muito brava na hora e mal sabia que essa atrapalhada me renderia ótimos frutos no futuro!

Como eu teria que pagar pela caixinha de gotas e sobraram algumas intactas, pensei: Vou fazer bombons! O único problema era que não fazia ideia de como fazer! Na quela época, eu não tinha computador, muito menos internet e então peguei uma barra la na loja, li as instruções atrás e comprei forminhas e embalagem para meus bombons.

Fiz durante a noite e no dia seguinte vendi para o dono da loja. Com isso, recuperei o dinheiro que gastei comprando os materiais e ainda recebi mais encomenda rsrs Foi então que comecei a trabalhar com chocolates!

Um dia decidi fazer Ovos de Páscoa. Foi muito desafiador, perdi muito material, joguei muita coisa fora, mas aprendi na raça! Não quero parecer convencida, mas meus Ovos de Páscoa eram deliciosos! Aprendi a fazer vários recheios e só utilizava matéria prima de qualidade. (essa é uma dica ótima viu? Atenção aos produtos que você compra!!)

Boa parte da minha faculdade foi paga com o dinheiro dos Ovos e Trufas que fiz!

Agora que já contei minha história com o chocolate, quero compartilhar com vocês algumas dicas e cursos.

DICAS:

1) Atenção na escolha na matéria prima! Escolher um produto de qualidade faz total diferença no resultado final do produto, inclusive da embalagem.

2) Atenção á temperatura do chocolate. Uma dica simples e caseira é: ele esta na temperarem certa quando você tocar em seus lábios e senti-lo gelado. Vai por mim, se não tiver termômetro, pode fazer assim sem medo!

3) Ainda sobre temperatura... Eu sempre fiz meus chocolates a noite (leia de madrugada rsrsrs) mas na época não tinha filhos. Isso depende muito da região que você esta e da temperatura da sua cozinha.

4) Limpe bem sua geladeira para não deixar o chocolate com gosto, o chocolate é sensível e pega o gosto e cheiro dos alimentos com muita facilidade.



CURSOS ONLINE:






É isso pessoal! Espero que tenham curtido as dicas e se quiserem saber sobre algum tema especifico, é só entrar em contato!


Divirtam-se e ganhem muitos dinheiros com a Páscoa! ;)


Até a próxima!



Roberta Marques


"Nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir!"




segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Sobre o meu reencontro após a maternidade...

Depois que me tornei mãe pela primeira vez eu tive duas certezas: a de que não queria mais lecionar e  que eu queria ajudar pessoas, fora isso, não sabia mais nada!


Desde então, tenho feito cursos e especializações nessa busca do meu novo eu. Não sei ai, mas aqui a maternidade me transformou em outra pessoa e ainda estou me reconhecendo.


Após muita busca, em 2017 fiz um curso em Orlando e lá conheci a Psicologia Positiva! Foi amor a primeira vista! Enquanto o Claudemir falava sobre ela, eu mal conseguia piscar. Não queria perder nada. Saí de la com a certeza que queria isso pra mim.


Depois de muita busca, conheci uma escola que tinha um curso para coachs, mas para fazer esse curso, eu precisaria antes ser uma coach! Confesso que tinha muito Pré-conceito com o coaching, mas se era necessário para fazer o de Psicologia Positiva, vamos la! 


Cheguei no curso imaginando que Coach era um conselheiro e chegando lá, descobri que nao era nada disso e que eu estava totalmente enganada. Foi outro amor! Saí certa que consegui encontrar a resposta que procurava á 8 anos! Aprendi como poderia ajudar pessoas e com isso, encontrei as duas certezas que tive depois que me tornei Mãe: Encontrei uma nova profissão e era de ajudar pessoas!


Quando fui para o curso, queria ser Coach de Luto, mas chegando lá e conhecendo de fato o que era  Coaching e como esse processo poderia ajudar, percebi que poderia ser muito mais do que uma Coach de Luto e com isso alcançar muito mais pessoas.


Um mês depois, fiz o Positive Coach, que é aplicar a Psicologia Positiva no processo de coaching e hoje, estou prospectando uma Pós em Psicologia Positiva.


Se alguém me dissesse 8 anos atrás, como eu estaria hoje, confesso que não acreditaria! Sem dúvidas, é muito melhor do que imaginei!


Estou finalizando a montagem da minha sala de atendimento e agora em fevereiro, faço mais uma etapa do meu processo de certificação, mas agora vou estudar ferramentas para trabalhar com empresas e grupos.


Tenho muitos planos e não vou parar por aqui! Minha metas são ambiciosas e sei que  só depende de mim alcança-las, já que tenho o apoio que preciso e o planejamento necessário para chegar onde determinei.



E você? Se perdeu após a maternidade ou tá tudo tranquilo por ai?




Até mais!



"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Perda Gestacional e Neonatal - Um breve relato de muitos

Hoje é o Dia Internacional da Sensibilização da Perda Gestacional e Neonatal.

Durante minhas duas perdas eu vivi na pele o quão necessário este dia é! Vivi a perda das duas formas e te garanto que nenhuma delas foi fácil. Muitos devem acreditar que perder um bebê ainda durante a gestação é mais fácil que um filho crescido, porém eu te digo com propriedade: Dói! Dói da mesma forma!

Em 19 de janeiro de 2011, enterrei minha primeira filha, Olivia.
Fiquei sem chão com sua partida e aprendi na marra o quanto estamos despreparados para lidar com a morte prematura.

Recebi conselhos que doíam demais. Vou listar alguns para que vocês jamais repitam:

- Vocês são jovens, podem ter quantos filhos quiserem!
- Ainda bem que foi agora né? Assim não pegou amor.
- Esquece isso! Você precisa seguir em frente.
- Vira essa página. 
- Foi melhor assim. Ja pensou se ele viesse com problemas?
- Isso é seu carma de vidas passadas.
- A culpa foi sua que não se cuidou direito.
- Coitada de você. Não conseguiu segurar o bebê.

e por ai vai....

Algumas dessas coisas eu ouvi, não uma, mas muitas vezes!
Outras, são relatos de amigas.

Sei que a intenção é ajudar, mas dói gente!

Quando perdi o segundo bebê, exatamente em Outubro de 2017, foi ainda pior! O descaso das pessoas perante a nossa dor... parecia que nada aconteceu ou que eu estava me fazendo de vítima! Quem me dera... Mas cheguei a conclusão de que você só sabe o que é, depois que vivencia. Não é possível descrever em palavras a dor de perder um filho. Seja ele com 5mm, 50 cm ou 50 metros! A dor é a mesma. Não é possível mensurar e nem comparar. Dor é dor! A sua não é maior que a minha e vice-versa.

Precisamos aprender o respeito á dor do outro. Pensar em como o outro se sente e como ele gostaria de ser tratado.

Eu tive apenas uma oportunidade de segurar minha filha no colo, mas a perdi! Assim como não dei um cheiro no seu cangotinho, nem um beijo para me despedir,... ah! como eu queria! Mas naquele momento eu não conseguia pensar em nada. A dor me cegou e imobilizou os pensamentos. Fiquei sem reação e só depois é que me dei conta daquilo que perdi, perdi pra sempre!

Desculpe, preciso parar por aqui. Depois eu volto. Eu sempre volto, mas meus filhos, ele não voltam nunca mais.


Roberta
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir"


domingo, 14 de outubro de 2018

Primeiro pedaço de bolo e Cura da APLV

Essa semana fomos a alergista levar os resultados dos exames da Manuela.
Meu coração estava pequenininho, pois eu li um dos resultados e não estava normal... mas eu decidi não ficar pesquisando sobre no google, só perguntei pra uma amiga enfermeira se ela sabia do que se tratava, mas fora isso, nada mais!

A Dra começou a ler os resultados em silencio e depois foi explicando um por um.
Aquele que eu vi era um marcador de alergia respiratória (Rinite, sinusite,...), mas os outros, os alimentares estavam todos NORMAIS!

Conforme a dra ia falando, minha garganta ia apertando, meus olhos mareando e quando eu já não conseguia mais disfarçar, o Xuxu diz: esta chorando amor?
Pronto! Não consegui mais conter a emoção! Manuela veio me questionar e eu disse que era choro de alegria, então ela me abraçou <3  A medica ficou me olhando, sem entender nada rs Era a segunda consulta que estávamos indo.

Graças a Deus Manuela não tem mais nenhuma alergia alimentar e pode comer de tudo, sem se preocupar em ler rótulos, perguntar pra um adulto sobre os ingredientes e nem passar vontade de nada. Nada!

Eu e o Xuxu saímos radiantes do consultório, mas a Manuela não. Ela esta apreensiva e com medo. Disse que não queria parar de comer salada rs Tive que explicar a ela que não precisava mudar a forma que se alimenta, mas que a partir de agora, poderá acrescentar o alimento que quiser, sem preocupação alguma <3

Eu entendo sua preocupação. A vez que ficou internada por reação alérgica foi muito traumatizante pra ela e o medo de passar por aquilo outra vez, ainda esta latente dentro dela, mas aos poucos ela esta entendendo e assimilando sua nova condição e ontem experimentou seu primeiro pedaço de bolo "normal"de aniversário. Foi lindo vê-la comer! Cada colherada ela soltava; hum! Que delícia mãe! <3



Depois de hoje, de ver minha filha tão grata e feliz por comer um simples pedaço de bolo, refleti um pouco sobre como sou ingrata com minha vida e como trabalhar a gratidão é necessário! Temos tanto e valorizamos tão pouco... posso comer de tudo, tenho braços e pernas, caminho, falo, vejo, sinto,... quantas pessoas morreriam para ter o que tenho! E não digo de bens materiais não! Estou falando do básico mesmo sabe? 

Sempre sonhei com o dia em que minha filha estaria curada e finalmente, após 6 anos e 6 meses, essa cura chegou! 

Filha, que você tenha sabedoria para escolher os alimentos certos para seu organismo e que você seja tenha saúde em abundância! Te amo filha! Estou e sempre estarei ao seu lado.


Até mais povo!


Roberta
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir!"







sábado, 13 de outubro de 2018

Troca dos dentes de leite e a Fada do Dente

A maternidade nos coloca frente a frente com muitos desafios que não imaginamos, muito menos que estamos preparadas. Para mim, um dos desafios da vez é a TROCA DOS DENTES!

Gente, eu simplesmente, NÃO TENHO CORAGEM DE TIRAR o dente dela, no estilo que tirei os meus rs

Lembro que as modalidades aqui foram muitas!
Teve linha amarrada ao dente e fechadura da porta, linha no dente e era só puxar, rodar o dente e tirar,  comer maçã,... provável que teve outros, mas eu não me lembro agora rs a única que não rolou por aqui foi a clássica: IR AO DENTISTA! hahaha afinal, aqui era infância raiz né gente? E raiz que se preze não tem esses tipos de "frescuras". (todo meu respeitos aos profissionais Dentistas. Prezo e respeito muito trabalho de vocês viu? só que naquela época, levar criança ao dentista pra remover o dente de leite era coisa de rico)

Voltando aos dias de hoje!

Manuela estava com 3 dentes moles e dois deles faz um tempo já, porém, eu não fazia ideia de qual é o "ponto certo"de tirar ou levar ao dentista e fiquei adiando, pois achava que ainda não estava na hora, porém ontem ela começou a reclamar um pouco mais e o dente de cima estava até um pouco torto. Como era feriado seguido do final de semana, achei melhor pedir ajuda aos universitários, que no caso, é minha comadre, mãe de três crianças que já passaram por essa fase, por tanto ela tem muito mais experiência no assunto! Quase PHD!! hahaha Nossa simbiose é grande e ela me ligou pelo FaceTime. Claro, aproveitei a oportunidade para mostrar os dentes da Manu e marcamos de ir la hoje para realizar os trabalhos, mas Manu acabou se empolgando um pouco com isso de mexer no dentre para mostrar o quão mole estavam, que enquanto eu acertava os últimos detalhes da operação, ela mesma foi lá e tirou! (pensa num coração de mãe aliviado por não ver sofrimento e sangue! hahaha)

No final, ver minha coisinha tão orgulhosa de si, pela coragem e por não sentir dor, encheu me coração de orgulho, amor e gratidão! 

Ela ficou muito ansiosa para esperar a Fada do Dente e já queria ir deitar (mesmo sem estar com sono kkk) só para pegar o dimdim da pobre Fadinha, que no caso, não estava esperando a extração deste dente e não se programou para "busca-lo", se é que você me entende rs

Foi então que meu incrível marido se lembrou que tínhamos alguns trocados na bolsinha de viagem e como vamos viajar em novembro e ela esta juntando dinheiro, dei 5 dólares (eita que dente caro! HAuHAuUAhUAhua) mas junto, coloquei um bilhete da fada do dente, apreciando sua coragem e ela ficou radiante! 



Não sei como funciona ai, mas aqui, permito que elas vivam contos de fadas, magia, sonhos e tudo mais que tiver direito, afinal, passa tão rapidinho e logo logo a realidade chega chegando, pesada e forte, então um pouquinho de magia não faz mal a ninguém não é?


Por hoje é só pessoal! Até mais ;)


"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir!"

Roberta

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Como faz pra não sofrer enquanto nossos filhos sofrem?

Sabe aquele ditado "Em casa de ferreiro, o espeto é de pau"? Pois é! Estou vivendo na prática.

Sempre gostei de de estudar Psicologia e Psicologia do Desenvolvimento Infantil, me formei em Pedagogia, fiz curso de Psicanálise,... mas como faz pra colocar todo conhecimento em pratica dentro da minha casa? Alguém me diz?

Agora me fala: como colocar em pratica, quando envolve seu filho???

Bom vou explicar...

Manuela sempre teve dificuldade em se relacionar com os amigos na escola. Na verdade, seria melhor colocar que "eles sempre tiveram dificuldades em lidar com ela" rs e ela tem dificuldade em administrar os sentimos que essa situação traz.

Desde que a trocamos de escola, ela tem conseguido "resolver bem" essas emoções e fala sobre elas com clareza e discernimento (dentro da idade), porém, ela tem tido uma certa dificuldade para trabalhar isso nos últimos tempos e eu notei que tenho tido mais dificuldade que ela!!! 

Todas as vezes que conversamos á respeito, meu coração dói tanto quando escuto seus relatos... Dói ouvir que um amigo não quis brincar com seu filho. Dói escutar que riram dela por qualquer motivo. Dói saber que ela não é a mais popular da turma, mas o que mais dói é saber que ela busca ser aceita e se sujeita a certas "humilhações" só para se sentir aceita... Dói e me traz lembranças de que em algum momento eu fui assim e também aceitei coisas que não eram legais só pra me sentir parte de um grupo.

Então, quando conversamos eu preciso ter maturidade para entender que são apenas crianças e que faz parte da formação e do crescimento delas, que ela precisa aprender a lidar com esses sentimentos e essas pressões, que não posso deixar meu lado primitivo falar mais alto e sentir raiva da criança que a maltrata e que a vida é assim! A todo tempo nos deparamos com situações que nos deixam desconfortáveis e precisamos aprender a lidar com as emoções que estes momentos nos trazem. ah! E já ia me esquecendo... não é porque vivi isso na pele, que ela vai viver e sentir as mesmas coisa que eu! Mas olha, dói! Dói muito!

Tudo bem! Já falei sobre o que me aflige, porém, só desabafar não vai resolver o problema, certo? (me ajuda rs) Quais atitudes vou tomar em relação a isso?

Primeiro de tudo: marquei um horário na escola para entender melhor essa dinâmica, afinal, eles sabem melhor do que eu como ela e os amigos se comportam, também se os amigos em questão, estão passando por um período mais difícil (isso é muito importante identificar viu gente?), como solicitei o agendamento hoje, ainda não tenho o feedback da escola e não posso falar sobre, mas tem algo que posso fazer e vai refletir muito em toda vida da Manu: TRABALHAR SUA AUTO-ESTIMA!

Realizar este tipo de trabalho com ela faz total diferença, pois com a auto-estima baixa, ela aceita que não é boa o suficiente, capaz o suficiente, inteligente o suficiente,... e por ai vai!

Enfim, vamos ver o que o futuro nos guarda e enquanto isso, vou mostrar pra minha Coisinha o quanto ela é incrível e que quem não á ama, não á merece!


Até mais!


Roberta Marques
"nosso amor é como o vento: não posso ver, não posso tocar, mas posso sentir!"